quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
CANCELADO - 1º Evento Cultural
Governador suspende cogestão e bandeira preta será em todo RS
Nova etapa do Epicovid19 aponta que RS pode
ter 1,13 milhão de pessoas com anticorpos desde o início da pandemia.
Live EPICOVID ( CLIQUE E ASSISTA)
https://www.facebook.com/GovernoDoRS/videos/496841875040243
Um a cada 10 habitantes do Rio Grande
do Sul já foi infectado pelo coronavírus, de acordo com os dados mais recentes
do estudo Epicovid19-RS (Estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por
Covid-19). Divulgada em transmissão virtual nesta quinta-feira (25/2), a nona
etapa da pesquisa estima que a proporção de pessoas com anticorpos para a
Covid-19 é de 10% (de 9,1% a 10,9%, pela margem de erro) da população gaúcha, o
que corresponde a cerca de 1,13 milhão de pessoas (que pode variar de 1,03 a
1,23) que já foram contaminadas pelo coronavírus, mesmo que de forma
assintomática.
“Retomamos
a pesquisa para refinar nossas decisões. Nossos cientistas nos dão muita
segurança, e subsidiam a tomada de decisões que muitas vezes são antipáticas,
mas necessárias, porque estão baseadas na ciência. Nossa equipe produz
informações de forma absolutamente independente. E essa parceria com a
comunidade científica também funciona como um antídoto para enfrentarmos a
pandemia das fake news e das notícias distorcidas”, destacou o governador
Eduardo Leite.
Realizada
pelo Estado em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a
pesquisa aponta que a prevalência de Covid-19 no RS é, hoje, cerca de 7,2 vezes
maior em comparação com a encontrada no levantamento anterior, realizado há
cinco meses. Em setembro, o percentual de infecção era de 1,38%, equivalente a
156,7 mil pessoas.
“Ou
seja, estamos longe da ‘imunidade de massa’, que deve ser atingida com
patamares de imunização geral em torno de 60% a 80%”, diz o epidemiologista Aluísio
Barros, um dos coordenadores do estudo na UFPel.
O
aumento da prevalência no Estado veio acompanhado de uma diminuição do número
de pessoas respeitando as orientações de distanciamento social. De setembro
para cá, o percentual da população que relatou sair de casa diariamente
aumentou de 33% para 36%. Em comparação ao primeiro levantamento, realizado no
início da pandemia, em abril, esse aumento foi de 21% para 36%, enquanto a
proporção de pessoas que praticamente não saem de casa caiu de 22% para 10%.
"Pedimos
que toda a população, na medida do possível, reduza os contatos, fique em casa
e cuide de si e da família, dos amigos, dos colegas de trabalho. A doença é
real e está cada vez mais perto de cada um. Neste momento crítico que passamos
no RS, é importante que tenhamos todos os cuidados. Não há como expandir muito
mais os leitos, e a expansão de leitos não é a resposta, porque cerca de 60%
das pessoas que são internadas na UTI não sobrevivem. Existir leito não é
garantia de não perder a vida. Por isso, o que realmente ajuda a salvar vidas é
evitar a circulação do vírus, e para isso, precisamos de cada um dos gaúchos”,
reforçou o governador.
Para
a coleta dos dados, os pesquisadores entrevistaram e testaram 4,5 mil moradores
de nove cidades gaúchas. Desse total, 443 apresentaram resultado positivo.
12,6% deles foram em Canoas, município que já vinha apresentando os maiores
percentuais de casos em inquéritos anteriores. Passo Fundo teve 11,2% de
positivos, e Santa Maria e Ijuí tiveram 10,2%. As prevalências foram de 10,5%
em Uruguaiana; 9,5% em Caxias do Sul; e 8,9% em Pelotas. Porto Alegre e Santa
Cruz do Sul apresentaram 8,3% de casos positivos. Essas cidades respondem por
31% da população do Rio Grande do Sul.
Poesia - O DUELO DE DON BLANCO
Autor: Danilo
Kuhn
Rivais
em um descampado,
arma
em punho, bem chairada,
sede
por honra lavada,
coração
descompassado...
Vida
e morte lado a lado,
repartindo
o mesmo elo.
A
sorte cinge, a martelo,
esculpe
com seu cinzel,
une,
sob o mesmo céu,
os
dois lados de um duelo.
Por
que o homem se envereda
nas
trilhas do enfrentamento,
jogando
o destino ao vento
enquanto
a morte lhe enreda?
A
vida é lenço de seda
a
beijar o fio da adaga...
Mas,
quando o silêncio indaga,
nasce
o verso e a poesia,
morre
a força e a valentia
aos
pés de cada palavra.
Don
Blanco, triste poeta,
desfolhava
a vida a esmo,
enclausurado
em si mesmo.
Nestas
vielas incertas
mantinha
sempre aberta
uma
porta à amargura.
Escravo
de suas agruras,
quase
não se distinguia
a
sombra que o envolvia
de
sua própria figura.
Vagava
entre as alcovas
fugindo
de seus pecados,
como
se fosse caçado por poemas,
por
palavras que eram de sua lavra,
mas
recusava a autoria.
Se
houvesse alguma alforria
que
lhe livrasse o açoite...
mas
Don Blanco era só noite
sem
esperança de dia.
Sopra
o vento nas ruelas,
vaza
o pranto do sereno...
Entre
taças de veneno,
um
poeta, à luz de velas,
se
debate em quimeras.
Lá
estava Don Blanco
e a
última folha em branco
a
empeçar um duelo
entre
o vulgar e o belo,
entre
o silêncio e o espanto.
Don
Blanco ergueu sua pena
feito
uma lança de guerra
demarcando
sua terra,
mas
o sublime poema
desviou-se
do seu tema...
A
beleza é uma moça,
não
se conquista à força.
A
pena sangrava em vão,
divagando
em solidão,
delirando
em sua glosa.
E a
última folha em branco
sustentava
o olhar do poeta.
Qual
a passagem secreta?
Como
desvendar seu manto?
0
duelo de Don Blanco...
Uma
folha sobre a mesa...
A
poesia é uma deusa
que
só atende ao chamado
de
quem reza calado
entre
a luz e a mariposa.
Pesquisa de:
Antonia Valim – Prenda Mirim
Farroupilha
CULINÁRIA - Capeletti com molho de requeijão
Ingredientes
para fazer Molho de requeijão:
½
unidade de cebola
1
pote de requeijão cremoso
1
caixa de creme de leite
50
gramas de bacon picado
¼
copo de vinho branco seco
1
colher de sopa de manjericão picadinho
pimenta
do reino
sal
Também
lhe pode interessar: Molho para ravioli de frango
Como fazer
Molho de requeijão para capeletti:
1-Para tornar o seu molho para
capeletti ainda mais gostoso comece por fritar o bacon em uma frigideira no
fogo médio-baixo, de forma a soltar a gordura.
2-Quando o bacon estiver dourado
acrescente a cebola picadinha e refogue
até ficar macia.
3-Agora adicione o vinho e, quando
ferver, raspe o fundo da frigideira com uma colher de pau, para libertar todos
os pedaços e sabores. Baixe o fogo, acrescente os restantes ingredientes e
tempere a gosto com sal e pimenta.
4-Quando o molho ficar espesso
está pronto a servir! Prove esta deliciosa receita de molho de requeijão para
capeletti e diga nos comentários o que você achou. Se quiser pode ainda
completar com parmesão ralado.
Essa receita é bem prática, tendo
em média 15 minutos de preparo, e é ótima!
Lembrando que as quantidades dessa
receita são para 500g de macarrão capeletti
e tem um rendimento de 4 porções!
Boa refeição!
Pesquisa de:
Antonia Valim – Prenda Mirim
Farroupilha
Vamos estudar? ( Categoria Mirim 1) Teste de Geografia, História, Tradição e folclore do Rs
CATEGORIA MIRIM – Parte 1
GEOGRAFIA
1-Como chama-se o clima do Rio Grande do Sul?
A.( ) tropical
B.( ) subtropical
C.( ) temperado
D.( ) extratropical
2-Qual a laguna mais importante do Rio Grande do Sul, que tem ligação
com o oceano atlântico?
A.( ) laguna dos Patos
B.( ) lagoa Mirim
C.( ) Laguna do Itapuã
D.( ) lagoa dos Barros
3-Qual a capital do Rio Grande do Sul?
A.( ) Cachoerinha
B.( ) Porto Alegre
C.( ) Viamão
D.( ) Taquara
4-Como chamamos o vento seco e frio tradicional do Rio Grande do Sul ?
A.( ) Pampiano
B.( ) Úmido
C( ) Minuano
D.( ) Norte
5-Em qual região do país se localiza o Rio Grande do Sul ?
A.( ) Norte
B.( ) Leste
C.(
) Oeste
D.( ) Sul
RESPOSTAS: na próxima edição 😊😊😊
Biografia: Livro
Poesia e música- VÓ BUGRA.
Autor: Pedro
Ortaça.
Aquela
bugra sentada
Na
margem da rodovia
Esperando
freguesia
Parar
pra comprar balaio.
Tem
sofrimento nos olhos
De
um semblante mui judiado
Como
um tronco sapecado
Na
boca de algum borralho.
Parece
ter na cabeça
Pelo
tempo agrisalhada
Uma
noite enluarada
De
algum rincão missioneiro
Mas
é um retrato da história
Recostada
no barranco
Que
para os olhos do branco
É
só um vulto passageiro.
Qual
o tipo de futuro
Aguarda
seus descendentes
Bugres,
andantes, carentes
De
respeito e comida?
Será
que estarão um dia
Melhor
do que ela agora
Ou
então, estrada a fora
Serão
andantes na vida?
O
cipó e a taquara
Plantas
nativas do mato,
É
um tosco artesanato
Para
o viajante que passa,
Mas
pra quem conhece a história
Cada
balaio traçado
É
um resquício abandonado
O
holocausto da raça.
A
vó bugra não chora
Seu
ancestral não chorava
Em
vez de chorar, peleava
Pelo
instinto de defesa.
E
hoje o índio é um intruso
No
chão em que está pisando
Pela
vida carregando
Um
balaio de incertezas.
Pesquisa de
Sandra Ferreira - 1º chinoca do CTG Sentinelas do Pago.
A Batalha do Caiboaté.
“Um massacre de proporções
gigantescas com requintes de crueldade.”
Esse
combate foi o mais importante da Guerra Guaranítica, que teve início em 1753,
quando índios e caciques se revoltaram contra a mudança de governo de suas
terras, localizadas na margem oriental do Rio Uruguai, os Sete Povos das
Missões pertenciam à Espanha, mas com o Tratado de Madri (1750), passariam para
domínio dos portugueses.
Os
trinta mil índios deveriam abandoná-las, perdendo cidades, gado, lavoura e
ervais, e mudar para o lado ocidental do Rio Uruguai e para o sul do Rio
Ibicuí, domínio castelhano. Nos Sete Povos seriam instalados colonos açorianos.
A
coligação das forças de Portugal e da Espanha se concretizou na cabeceira do
Rio Negro no final de 1755. O exército espanhol tinha aproximadamente 1670
homens, já o exército Português era formado por 1600 militares e
aproximadamente 250 negros escravos dos militares e comerciantes, com muita
munição, cavalos e canhões.
Do
outro lado, as tropas eram formadas por aventureiros mamelucos de tradição
bandeirante e índios guaranis, minuanos, pampianos, nômades e cavaleiros, que
haviam perdido parte do seu território para os guaranis e depois para o sistema
jesuítico.
O
primeiro embate ocorreu no território da atual cidade de São Miguel, no dia 7
de fevereiro de 1756, foi morto Sepé
Tiaraju, grande líder índio das Missões e corregedor de São Miguel, nascido em
1723, natural de São Luiz Gonzaga RS.
Sepé
Tiaraju foi considerado santo popular e declarado “Herói guarani missioneiro
rio-grandense”. “Essa terra tem dono.”
Três
dias depois ocorreu o segundo embate, travado na localidade de Caiboaté Grande,
interior do município de São Gabriel-RS, num improviso feito por Nicolau
Neenguiru, que comandava os índios missioneiros, (após morte de Sepé Tiaraju).
A
estratégia indígena era a formação de meia lua, trata-se de uma defesa e contra
ataque, concentra-se o grosso dos índios na parte central, chamada de cavalaria
pesada, enquanto outras duas pequenas partes se deslocam a grande velocidade
para os lados, e ao decorrer da batalha fecha-se , inda de meia lua a um circulo
fechado, usando flechas e lanças . O outro lado, usavam armaduras, tinham
canhões e fogo pesado, deixando em desvantagem os índios, que mesmo antes que
se fechasse o circulo a parte central já
havia perdido quase toda sua resistência, e os outros não conseguiam se
aproximar suficiente para uso das
flechas e lanças, esse confronto pode ser chamado de verdadeiro massacre.
Pior
que uma batalha, foi esse triste episódio em Caiboaté, um massacre humano, onde
perderam a vida mais de 1500 nativos guaranis das Missões Jesuíticas. Nesta
chacina os índios foram varados por lanças, espadas, muitos degolados, outros
tantos vitimados pelos canhões, imperou-se uma enorme brutalidade que não
considerou nem os pedidos de clemência dos índios. Somente uns 150 índios foram
tomados como reféns, essa barbárie durou menos de duas horas, o chão tingiu-se
de sangue, contam os relatos históricos.
Do
lado vencedor as baixas foram pouquíssimas e menos de 50 feridos. Neste mesmo
ano as tropas ocuparam os Sete Povos das Missões, sendo que em 17 de maio de
1756, a redução de São Miguel foi tomada.
Após
a expulsão dos índios e dos Jesuítas o território missioneiro passou a ser
administrado pela coroa Espanhola e incorporado à coroa Portuguesa. E assim
consumou-se a destruição do projeto missioneiro onde além das perdas humanas e
materiais, foi aniquilada grande parte da cultura e da arte e dos demais usos e
costumes plantados pelos Jesuítas.
No
local onde se travou a batalha, os padres Jesuítas cravaram uma cruz de toras
de madeira, em homenagem as vidas perdidas, no decorrer do tempo foi construída
uma cruz de alvenaria com cinco metros de altura, para substituir a de madeira,
e nela tem um escrito em guarani. Tradução português:
“Em
o ano de 1756 a 7 de fevereiro morreu o corregedor José Tiarayú em uma batalha
que houve em um sábado, e a 10 de fevereiro em uma terça feira, houve uma
batalha em que morreram neste lugar 1500 soldados e seus oficiais pertencentes
a 9 povos do Uruguai. A 7 de março mandou D.Miguel Mayra fazer esta cruz pelos
soldados.”
Foi
construído um monumento em forma piramidal, feito de pedras, no alto da Coxilha
do Caiboaté, interior de São Gabriel-RS, em homenagem as vidas perdidas nessa
batalha. Na face frontal, uma grande placa de bronze tem a seguinte inscrição:
“Rolino
Leonardo Vieira fez erigir em granito do município, este monumento simbólico,
no local em que existiu outrora uma grande cruz mandada assentar pelos
Jesuítas, comemorativa a Batalha do Caiboaté.”
O Tratado de Madrid foi desfeito em 1761 pelo
Convênio do Pardo, pois houve uma grande dificuldade para se fazer o translado
das famílias indígenas pelos comissários que foram os demarcadores das novas
fronteiras.
Em
1777, as duas coroas assinaram o tratado de Santo Ildefonso, no qual os
Portugueses devolveram os Sete Povos das Missões para a Espanha. Porém os
espanhóis abriram mão da região das missões, após o Tratado de Badajós,
assinado em 1801. Esse Tratado entre Portugal e Espanha, incorporou
definitivamente os Sete Povos das Missões para o Brasil.
Da nação
indígena, mesmo aniquilada, os que sobraram contribuíram na mestiçagem para a
formação do povo rio-grandense-do-sul dentre outras culturas deles que ainda
existem em nosso meio.
Devemos
um grande pedido de perdão aos povos indígenas por todos esses massacres, um
reconhecimento que seja notório sobre a memória de Sepé Tiaraju, que combateu a
opressão espanhola e portuguesa, que é herói missioneiro, guarani, do Rio
Grande e Nacional. Devemos tê-lo como uma forte e marcante referência na luta pela fé, pela liberdade e pela vida.
Pesquisa de
Sandra Ferreira - 1º chinoca do CTG Sentinelas do Pago.
Capitais Farroupilhas
A República Rio-Grandense foi dissolvida em 1 de março de 1845, pelo
Tratado de Poncho Verde, que manteve em vigor algumas leis derivadas da
constituição rio-grandense. Teve ao todo seis capitais durante os seus nove
anos de existência: Piratini, Caçapava do Sul, Alegrete e São Gabriel (capitais
oficiais), Bagé (somente por duas semanas) e São Borja. Os seus presidentes
foram Bento Gonçalves e Gomes Jardim.
Piratini – 10/11/1836 a 14/02/1839
Cidade Sagrada da Revolução
Caçapava – 14/02/183 a 22/03/1840
Alegrete – 22/03/1840
ao termino da revolução.
Fique com o vídeo dessa grande aula sobre
capitais Farroupilhas
Contos Gauchescos - Juca Guerra
Por: João Simões Lopes Neto
Um moço chamado
Tandão Lopes laçou.. e laçou mal, de meia espalda: o touro bufou, e depois do
tirão já se lhe veio em cima.
O moço estava mui bem montado; o pingo era de patas porém
apenas racim, mui casquilhoso; os arreios já vinham mal e com o tirão a cincha
correu pras virilhas...
Virge´ mãe!
O bagual agachou-se a velhaquear e, para piorar ainda, em
volta, enredando-se no laço, frouxo; o moço - ginetaço! - fechou as chilenas e
meneou o rebenque, de chapéu do lado, numa pabulagem temerária, de guasca que
só a Deus respeita!
Foi nesse apuro, que o touro carregou, e veio, de língua de
fora, berrando surdo... e entreparado, baixou a cabeça, retesando o cogote
largo e ia a levantar a guampa, quando, meio maneado no laço e ladeado por um
sofrenaço de pulso, o bagual planchou-se... e o moço Tandão ficou também aí
caído, preso pela perna, exposto, entregue...
O touro recuou um pouco, escarvou, meio dançando, retesou os
lagartos, numa fúria de força e fez a menção... A campeirada olhava, parada,
vendo a desgraça vir...
Mas nisto, justo, justo quando o touro, balanceando no ar,
pareceu dar o pulo da carga, o Juca Guerra esteve-lhe em cima! Em cima!
Foi como o trovão e logo o raio..., pois como um raio o
gaúcho carregou a atirou a montaria contra o touro! Oigalé! Pechada macota!
O tostado arrebentou as duas paletas na encontrada e caiu,
sacudindo a cola, os olhos chispeando, de beiço enrugado e subido, de dor...
Caiu, mas o touro também.
E tanto que atirou o seu pingaço, de pechada feia - e certo
de o escangalhar - contra o touro, escorregou pela garupa, e enquanto os dois
brutos se batiam e enovelavam, o Juca já aliviava o companheiro, que apenas
livre, pulou para o cupinido, ainda meio azonzado do trompaço, manteou-lhe nas
aspas e torceu-lhe a cabeça, que cravou no chão, num pronto! O bicho pataleava,
puxando a respiração forte, que ondulava o arredondado da barriga. Aqueles,
sim, eram dois torenas que se valiam!
Só então que os vedores acudiram... mas foi para aguentarem
uma tirana de sotretas! comedores de carne! maulas! vasilhas! capões!... e
outros rebencaços de língua, desses que a gente esparrama quando está de marca
quente...
E no meio daquele bolo de campeiros, sobre as macegas
pisadas, ao lado do outro arquejando e do cavalo gemente, os dois homens se
abraçaram e beijaram-se, chamando-se irmãos; e assim juntos chegaram para o
cavalo tostado, quebrado pelos encontros... fieram-lhe umas festas de puro mimo
e tristeza... e enquanto o Juca, com sua própria mão sangrava o seu confiança,
o moõ abraçava a cabeça inteligente do flete... Correu o sangue, em borbotão; e
quando, esvaído, o tostado afrouxou a força a s respiração e o garbo, e foi
descaindo e ia a tombar, de vez, os dois amigos, lado a lado, ampararam-lhe a
cabeça... e devagarzinho, como se fosse uma criança dormilona, deitaram-na
grandemente sobre os capins, - pro raso - sobre um pé de malmequer branco,
ramalhudo, que florejava ali, como num propósito. Coitado do flete.
Mas como deixá-lo viver assim arrebentado? para vê-lo morrer
de dores, inchado, com fome e com sede... e antes disso serem-lhe os olhos
vazados pelos urubus... e os buracos deles, ainda vivos, virarem toca das
varejas?!... Não!
Um gaúcho de alma não abandona assim a seu cavalo; antes
mata-o, como amigo, que não emporcalha o seu amigo!
Pesquisa de:
Fabiana Thomaz
MTG lança campanha "Viva a Nossa Tradição"
O Departamento de Comunicação do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio
Grande do Sul lança nesta segunda-feira a campanha institucional "Viva a Nossa Tradição!", que busca
valorizar as 1,7 mil entidades filiadas, alicerces do MTG, e fazer com que a comunidade
faça parte desse meio e visite os galpões, quando as medidas sanitárias
permitirem.
Os quatro vídeos, produzidos pela Eduardo Rocha Fotografia,
retratam aquilo que há de melhor no tradicionalismo organizado: o ambiente
familiar, a responsabilidade social, a solidariedade e a geração de emprego e
renda. A campanha é patrocinada pelo Sindicato das Indústrias de Produtos
Suínos do Rio Grande do Sul.
"A frase "Viva a Nossa Tradição!",
propositalmente, possui um duplo sentido: através dela, iremos, sim, celebrar
tudo o que os nossos galpões nos proporcionam. Mas, além disso, queremos
convidar a todos para que se juntem a
esta grande família do tradicionalismo organizado, que venham conosco
"viver" as nossas tradições", explica a presidente do MTG, Gilda
Galeazzi, ressaltando que a iniciativa faz parte de seu programa de gestão,
elaborado ainda em 2019.
Exibido nas redes sociais do MTG e disponibilizado aos
veículos de comunicação, o primeiro vídeo da série conta a história do educador
Mateus Gomes Alves e da esposa Elena,
que se conheceram no CTG Gildo de Freitas, em Porto Alegre e hoje frequentam o
CTG Gomes Jardim, em Guaíba (1ª RT). Desse relacionamento, nasceu a Alice, 9
anos.
“É um espaço de congregação e também de segurança para as
nossas crianças, para que nossos filhos cresçam sadios, com acesso à cultura, a
arte. O CTG é um lugar que acolhe”, afirma Mateus, em relação ao ambiente
proporcionado pelas entidades tradicionalistas.
Os demais vídeos serão divulgados ao longo da semana. O
compositor, cantor e instrumentista João
Lucas Joca Cirne compôs o tema da campanha, interpretado pelo grupo Canto à
Terra.
Agora fique com o vídeo da Campanha !!
Adiadas as eleições no MTG
Por causa do avanço da pandemia, o Movimento Tradicionalista
Gaúcho do Rio Grande do Sul comunica que as eleições da entidade, previstas
para o próximo sábado, 27 de fevereiro de 2021, foram adiadas para o dia 06 de
março de 2021. Em caso de impossibilidade, por força das medidas sanitárias de
controle à disseminação da covid-19, o
pleito será realizado no dia 13 de março.
A decisão foi tomada na noite de segunda-feira, 22 de
fevereiro, em reunião realizada entre a presidência, diretoria, candidatos,
conselheiros, coordenadores regionais e equipes de trabalho. A presidente,
Gilda Galeazzi, informa que nos próximos dias será divulgado um boletim com
informações mais detalhadas e orientações.
Fonte: https://www.facebook.com/MTGRIOGRANDEDOSUL/
Fabiana Thomaz
Lista de empresas credenciadas: Gaúcho de Carteirinha – Rede de descontos MTG
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Tradição
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· Ritmos da
Moda (Seberi)
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· ULBRA
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· Vento
Negro Pilchas (Bento Gonçalves)
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de crédito
· VS
Camisaria
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em compras à vista
Fabiana Thomaz
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Nota de Pesar
Com profundo pesar o Jornal
Farroupilha Online Alvorada comunica o falecimento do Patrão Gilberto, do Piquete Cabo Toco no dia 17
de Fevereiro 2021.
Os atos fúnebres ocorreu no Cemitério São Jerônimo – Alvorada
Que
o Patrão Celestial o receba de braços abertos
para matear na Querência Eterna!
Ficarão
as boas lembranças do bom pai, esposo e amigo que fostes aqui entre nós.
Deixamos
aqui nossos sentimentos a familiares e amigos!
Fabiana Thomaz
Morre cantor e compositor Telmo de Lima Freitas em Cachoeirinha
Causa da morte ainda
não foi informada. Artista foi conselheiro honorário do MTG e patrono da Semana
Farroupilha, em 2009. Prefeitura decretou três dias de luto oficial.
O cantor e compositor
Telmo de Lima Freitas morreu, nesta quinta-feira (18), aos 88 anos, em
Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A prefeitura da cidade
decretou luto oficial de três dias.
A morte foi
confirmada pela filha do artista, Ione Freitas. As causas ainda não foram
informadas.
Autor de sucessos
como “Esquilador”, era conselheiro honorário do MTG e foi patrono da Semana
Farroupilha em 2009.
Um pouco de seu legado
Filho do oficial do
exército Leonardo Francisco Freitas e da campeira Mariana de Lima Freitas,
Telmo desde cedo demonstrou que seguiria a carreira musical. Aos dois anos de
idade, estampou a capa da Revista Cacimba tendo na mão um cavaquinho, presente
de sua madrinha. Mais tarde, recebeu um violão de presente de um amigo.
Aos 14 anos,
participou do grupo Quarteto Gaúcho. Nos anos 50, apresentou o programa
gauchesco Porongo de Pedra, na Rádio ZYFZ-Fronteira do Sul, de São Borja. Em
1969, participou do primeiro Festival de Música Regionalista organizado pela
Rádio Gaúcha.
No cinema, participou
do filme A Lenda do Boitatá.
Em 1973, lançou seu
primeiro disco, intitulado O Canto de Telmo de Lima Freitas. Morou durante anos
em Uruguaiana e outras cidades do interior como por exemplo Itaqui, durante 4
anos aonde se aposentou como agente da policia Federal Rio Grande do Sul.
Com seus amigos Edson
Otto e José Antônio Hahn, criou o grupo Os Cantores dos Sete Povos, com o qual
conquistou o troféu Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de
Uruguaiana, em 1979, com a canção Esquilador. Com o grupo, Telmo participou das
11 primeiras edições do festival.
Em 1980, lançou Alma
de Galpão, produzido de maneira independente e financiado pelo grupo Olvebra.
Com o álbum A Mesma
Fuça, recebeu o Troféu Açoriano em duas categorias: Melhor Compositor e Melhor
CD Regional. É autor do livro de poesias crioulas "De Volta ao Pago",
lançado pela Gráfica e Editora Treze de Maio.
Em 2006, Telmo gravou
em Porto Alegre uma compilação de sua discografia, denominada Aparte, onde toca
com antigos parceiros, como Joãozinho Índio, Luiz Carlos Borges e Paulinho
Pires. Aparte é uma produção independente dirigida por sua filha, Ana Elisa de
Castro Freitas, com desenho de som de Cristiano Scherer, arranjo vocal da
própria Ana Elisa e participação dos netos, João Francisco Freitas Scherer e
Carolina Freitas Scherer e trás a percussão assinada pelo filho, Kiko Freitas,
que inclui tesouras de tosquia entre os objetos percussivos na clássica faixa
Esquilador.
No começo de sua
carreira conciliou-a com diversas outras profissões. Foi enfermeiro, peão de
estância e trabalhou em lavouras de arroz, além de ter sido agente da Polícia
Federal de Porto Alegre.
Álbuns de estúdio
Ano Álbum Gravadora
1973 O Canto de Telmo de Lima Freitas PolyGram
1990 Alma de Galpão Gravadora independente
1993 Tempos de Praça
USA Discos
1994 De Marcha Batida
USA Discos
1996 Rastreador USA Discos
2000 A
Mesma Fuça USA Discos
2001 Poesias USA Discos
2002 Carteio da Vida USA Discos
2006 Aparte
Prêmio Açorianos
Ano Categoria Indicação
2000 Compositor de
Música Regional Telmo de Lima Freitas Venceu
2000 Disco de
Música Regional A Mesma Fuça Venceu
2012 Homenageado do Ano - pelo conj. da obra Telmo de Lima Freitas
Venceu
O Jornal Farroupilha Online Alvorada Lamenta a partida desse grande Gaúcho
Sentimentos a famíliares e amigos !!
Fabiana Thomaz
56 anos do Município de Alvorada
Minha Alvorada cidade e sorriso És um paraíso pra quem mora aqui Só quem não conhece a minha terra amada Tem a língua afiada pra fala...

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