quinta-feira, 29 de julho de 2021

POESIA - Poesia: Cerca de Pedras


Autor: Érico Geovani da Silveira Pires

 

Velha cerca de pedra

do tempo da escravidão

que vem, cravada no chão,

como contorno do pampa.

A monumental estampa,

guardiã de velhos mistérios,

já serviu de cemitério,

a negros e guerrilheiros

delimitando os potreiros

do hextremo-sul do hemisfério

 

 

A solidez do granito

é igual á gente gaucha

forjada a lança e garrucha

na pampa meridional

pois nem o pior bagual,

no mais bárbaro corcovo,

chega a acovardar o povo

nascido aqui no garrão

que sai de dentro do chão

e volta pro chão de novo

Cerca de pedra cinza

que o tempo pintou de limo.

Velho muro arrimo

de tradição gauchesca.

na relíquia barbaresca

das pedras enfileiradas

a história fossilizada

deixa a eterna lembrança

num monumento á herança

das almas antepassadas.

 

 

Muralha que a antiguidade

deixou plantada na terra.

Trincheira de muitas guerras

esculpida em pedra bruta.

restaram marcas de luta

no esteio milenar,

demarcatório sem par

de tantas revoluções,

mostrando pras gerações

que veio para ficar.



Antonia Valim 


 

GABARITO – Adulta parte 6



TRADIÇÃO, TRADICIONALISMO E FOLCLORE:

 

26-Quem é o autor da Prece do Gaúcho?

A (   ) Barbosa Lessa

B (   ) Paixão Cortes

C ( X  ) Bispo Luiz Felipe de Nadal.

D (   ) Antonio Fagundes

 

27-Qual a ave que os gaúchos temem que é vista como agouro, superstição?.

A (   )  joão de barro

B ( X  )  coruja

C (   )  quero-quero

D (   )  periquito

 

28-O chimarrão é o símbolo da:

A (   ) amizade

B ( X  ) hospitalidade

C (   ) honestidade

D (   ) carinho

 

29-Como é conhecida a TAVA?

A.(   ) jogo de baralho

B.( X  ) jogo do osso

C.(   ) garrão de potro

D.(   ) jogo de azar

 

30-A qual região tradicionalista pertence o município de Alvorada?

A (   ) 13ª

B ( X  ) 1ª

C (   ) 2ª

D (   ) 11ª

 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

O Brasão do Rio Grande do Sul.


O Brasão do nosso estado, possui origem um pouco desconhecida. A grande parte dos historiadores afirmam que Padre Hildebrando, foi o autor do desenho, mas que foi o Major Bernardo Pires que teria dado os retoques finais, eles são considerados grandes farroupilhas.

Alguns historiadores atribuem a origem do Brasão ao “Histórico Lenço Republicano”, de provável autoria de Bernardo Pires, lenço que foi catalisador do ideal republicano rio-grandense.

No primeiro desenho, não existia nenhuma escrita, houve algumas pequenas modificações.

O Brasão possui uma elipse vertical em pano branco, onde está inserido o Brasão. Circundado por um lenço nas cores do estado. Sob o brasão, lê-se o lema “Liberdade, Igualdade, Humanidade”. Lema esse que tem origem na Maçonaria e na Revolução Francesa. No centro está um barrete frígio, um símbolo republicano desde a queda da Bastilha.

Os dizeres “Liberdade, Igualdade e humanidade”, “República-Rio-Grandense” e “20 de setembro de 1835”, foram oficializados em 1891.

Porém, o lema “Liberdade, Igualdade e Humanidade”, foi usado desde 1839, quando os farrapos ocuparam Santa Catarina e proclamaram a República Juliana.

O lema, possui origem maçônica, como outros itens também, a ampla utilização de simbolismos maçônicos, deu-se porque a grande maioria militar era maçônica.

O nosso Brasão, foi oficializado pela Lei Estadual nº 5.213, de 05 de janeiro de 1966, pelo então governador do Estado do Rio Grande do Sul, Ildo Meneguetti.

As Armas do Estado ou Brasão são os da história Republicana Rio-Grandense, onde contém:

O escudo:



O escudo oval, em campo de prata, com um quadrilátero de prata com sabre de ouro, sustentando na ponta um barrete frígio, vermelho, entre dois ramos de fumo e erva mate, que se cruzam sobre o punho do sabre; inscrito num losango, em verde, com duas estrelas de cinco pontas de ouro, colocadas nos ângulos superior e inferior; ladeado por duas colunas jônicas compostas com capitel e três anéis no terço inferior de fuste liso de ouro, encimadas por uma bala de canhão antigo, de preto assentes sobre um campo ondulado de verde em ponta.

Ao redor deste escudo, uma bordadura azul, perfurada de preto, contendo a inscrição REPÚBLICA RIO-GRANDENSE, e a data 20 de setembro de 1835, de ouro, separadas por duas estrelas de cinco pontas, também de ouro.


Listel:

Um listel de prata com a legenda “LIBERDADE IGUALDADE HUMANIDADE”, em negro.

 O escudo fica sobreposto sobre quatro bandeira tricolores (verde, vermelho e amarelo) entre-cruzadas duas a duas com hastes rematadas de flor de lis invertida, de ouro.

As duas bandeiras dos extremos estão decoradas com uma faixa vermelha com bordas de ouro, atada junto á ponta flor-de-lisada; no centro uma lança da cavalaria, de vermelho, rematada por uma flor-de-lis invertida, de ouro, entre quatro fuzis armados de baionetas de ouro e, na base do conjunto, dois tubos-canhão, de negro, entrecruzados, semi-encobertos pelas bandeiras e logo abaixo a escrita: Liberdade, Igualdade e Humanidade.

Acima temos com precisão o descritivo original da constituição do Brasão do Rio Grande do Sul. Existem alguns pontos que foram modificados do original, como por exemplo, os dois ramos, inicialmente eram de louro e erva mate (e não fumo), pois o louro simbolizava a vitória, originariamente, ostentava amores-perfeitos, pois simbolizavam a firmeza e a doçura dos republicanos. Posteriormente, foram substituídos por rosetas de ouro que, por sua vez, deram lugar a estrela de cinco pontas nas Armas do Estado.



Vamos as interpretações:

O quadrilátero de prata simboliza a loja, a Maçonaria local.

O sabre de ouro dentro do quadrilátero, é a Maçonaria local em Ação.

O barrete frígio (que é o gorro vermelho), que fica bem ao centro do brasão na ponta da espada, indica que o objetivo dessa ação é a República.

Os ramos, simbolizam que os ideais nunca devem morrer.

As duas estrelas, uma inferior e uma superior, indicam um símbolo maçônico, indicando que a maçonaria do mundo inteiro apoia as ideias republicanas Rio-grandenses.

E todo esse simbolismo é posto entre duas colunas, indicando que toda obra planejada devera obedecer aos postulados da maçonaria. A maçonaria foi muito presente nos movimentos de independência na América do Sul.

 


Pesquisa de:

 Sandra Ferreira /1 chinoca do CTG Sentinelas do Pago.

 


 

Lenda do Açaí.

 

                                  

Essa lenda é uma lenda indígena que tem origem na região norte do Brasil.

 

Diz a lenda que, nessa região, havia uma tribo cujo número de habitantes era bastante elevado. Por esse motivo, cada dia estava se tornando mais difícil conseguir uma quantidade de mantimentos suficiente para alimentar a todos.

Itaki, então cacique da tribo, se viu obrigado a tomar uma decisão um tanto radical e que deixou todos preocupados e chocados.

Como forma de controlar o numero de habitantes, o cacique decidiu que todas as crianças que nascessem a partir de determinada data deveriam ser sacrificadas. Para ele, essa seria uma maneira de conter o aumento populacional de sua tribo.

Um dia, a medida drástica acometeu a própria família de Itaki. Sua filha Iaçã deu à luz uma criança que logo teve de ser sacrificada para fazer valer as decisões do próprio avô.

Iaçã sofreu demais com a morte da filhinha. Diz-se que ela passou dias e dias sem sair de sua oca, sofrendo e chorando sem parar por vários dias e noites.



Assim, Iaçã elevou os seus pensamentos a Tupã, divindade indígena, e pediu a ele que fizesse com que seu pai encontrasse outra maneira de resolver a questão da provisão de alimentos, sem que fosse necessário o sacrifício das crianças.

Tupã ficou muito sensibilizado com a dor da índia e decidiu que ajudaria Itaki a encontrar outra solução para o problema da tribo.

Foi então que, certo dia, Iaçã ouviu um choro de criança vindo de fora de sua oca. Ao sair, para sua surpresa e felicidade, avistou sua filhinha ao lado de uma palmeira.

Iaça correu em sua direção e abraçou a menina que, misteriosamente, desapareceu nos braços da mãe.



Mais uma vez inconsolável, Iaçã chorou tanto durante a noite a ponto de perder as forças e acabar por falecer.

O corpo da filha de Itaki foi encontrado na manhã seguinte, abraçado à palmeira. Iaçã estava com um semblante sereno e parecia sorrir levemente. Seus olhos estavam abertos e direcionados ao topo da árvore.

Ao observar a palmeira, Itaki percebeu que no local para onde os olhos de Iaçã estavam direcionados, abundava um pequeno fruto escuro. Tratava-se do AÇAÍ.

O cacique mandou então que todos os frutos fossem colhidos. Com esses frutos, foi feito um suco de aspecto avermelhado e bastante espesso, que alimentou a população da tribo e findou a escassez de alimentos.

Segundo a lenda o nome do fruto foi uma homenagem que o cacique fez à sua filha.

A frondosa árvore e o seu fruto foram batizados de AÇAÍ, que é IAÇÃ ao contrário.

Desde então o açaí passou a servir de alimento para toda a tribo do cacique Itaki e isso fez com que ele suspendesse a sua ordem de sacrificar as crianças nascidas para controlar o crescimento populacional e a consequente escassez de alimentos.



O açaí é um fruto comestível de cor roxo-escura, que consiste em uma pequena baga de formato arredondado e que cresce em uma palmeira de até 30 metros de altura.

 

Pesquisa de:

 Sandra Ferreira / 1º chinoca do CTG Sentinelas do Pago.

MATA ATLÂNTICA ( parte 3)


Retomando a nossa viagem por esse incrível bioma localizado no nosso país vamos conhecer desta vez  pouquinho mais sobre FAUNA!

 

 

A Mata Atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes.

 

Muito desses animais correm o risco de extinção: mico-leão-dourado, bugio, tamanduá-bandeira, veado, gambá, cutia, tatu-canastra, mono-carvoeiro, arara-azul-pequena, lontra, quati, anta, onça-pintada, jaguatirica, capivara, etc.

 

Anfíbios

Sapo-cururu (Rhinella ictérica)

Sapo-martelo (Hypsiboas faber)

Perereca-verde (Phyllomedusa nordestina)

Filomedusa (Phyllomedusa distincta)

Pererequinha-da-restinga (Dendrophryniscus berthalutzae)

Perereca-de-bromélia (Scinax perpusillus)

Rã-de-vidro (Hyalinobatrachium uranoscopum)

Rã-de-cachoeira (Cycloramphus duseni)

Rã-goteira (Leptodactylus notoaktites)

Rã-escavadeira (Leptodactylus plaumanny

 

Répteis

Caninana (Spilotes pullatemus)

Jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris)

Jiboia-constritora (Boa constrictor)

Jararaca (Bothrops jararaca)

Cágado-pescoço-de-cobra (Hydromedusa tectifera)

Cágado amarelo (Acanthochelys radiolata)

Cobra coral-verdadeira (Micrurus corallinus)

Serpente-olho-de-gato-anelada (Leptodeira annulata)

Falsa-coral (Apostolepis assimilis)

Teiú (Tupinambis merianae)

 

Os anfíbios são animais de extrema importância para o equilíbrio das populações das espécies que se relacionam nas teias alimentares, pois controlam a população de insetos e outros invertebrados e servem de comida para répteis, aves e mamíferos.

 

Um animal de grande destaque na Mata Atlântica é o Mico-Leão Dourado!

 

Nos anos 70, restavam pouco mais de 200 micos-leões-dourados na natureza. Com o programa para tentar recuperar a população desses animais na Mata Atlântica no Rio de Janeiro, o número de micos já chega a mil.

O mico-leão-dourado está sempre em grupos de 5 a 6 indivíduos, chegando a viver por até 15 anos. Eles se alimentam de frutos silvestres, insetos e pequenos vertebrados.

Existem quatro espécies de micos-leões, todas encontradas apenas no Brasil: o mico-leão-dourado, que vive na Mata Atlântica de Baixada Costeira do estado do Rio de Janeiro; o mico-leão-da-cara-dourada, encontrado na região cacaueira do sul da Bahia; o mico-leão-preto, encontrado no Morro do Diabo, Pontal do Paranapanema (SP); e o mico-leão-da-cara-preta, último a ser descoberto, em 1990, que vive na região do Lagamar (Paraná e São Paulo).

 

No que se refere à legislação, a proteção da fauna está prevista em nível federal na Constituição pela Lei 5.197/67 e também pela Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). Iniciativas de caráter global com desdobramentos de ação regional e local, como a Agenda 21, também são um instrumento de apoio para a proteção da fauna.

E é claro que é de extrema importância a conscientização dos cidadãos e da ação do governo para a preservação e valorização deste bioma!

 


Pesquise de: 

Antonia Valim – Prenda Mirim Farroupilha 


 

CULINÁRIA: Sopa de legumes e carne!


 

O inverno aqui no Rio Grande do Sul é de renguear cusco, que tal aprender a receita de uma saborosa sopa para se aquecer!?


INGREDIENTES:

1kg de carne ( para esta receita estamos utilizando carne de gado);

1 (unidade)  Batata doce;

3  (unidades) Batatas inglesa;

1  (unidade) Cenoura grande;

3 Folhas de repolho;

2 ( unidade)  Espigas de milho;

3 ( unidade)  tomates;

2 ( unidade)   cebolas;

Metade de um pimentão ( de qualquer cor);

Tempero verde.

 

MODO DE PREPARO:

1-Pegue a carne pique toda ela  e então lave-a, em seguida coloque em uma panela e frite ;

2-Enquanto isso prepare os legumes :

3-Os lave;

4-Descasque;

5-Corte e lave novamente.

6-A cebola, tomate e pimentão coloque junto a carne para refogar e depois que estiverem tudo bem fritinho adicione todos os legumes, deixe fritar um pouco, em seguida coloque a água, (deixando uns quatro dedos sobrando da panela).;

7-Deixe então os legumes cozinhar na água!

8-Quando estiver tudo bem cozido e o caldo já grosso adicione o tempero verde, (pode deixar mais um pouquinho para pegar gosto de desejar). Tampe a panela e está pronto!!

A receita leva em média 1 hora e 40, 2 horas no máximo e é uma delícia!


Boa refeição!


Antonia Valim 


POESIA- Oração das Cavalgadas

 

Autor: Iberê Machado

 

Patrão Grande das alturas,

Dono da Estância de Céu.

 

Humilde, eu tiro o chapéu

Prá rezar em reverência

E rogar Tua tenência

Sobre homens e cavalos.

 

Faz-nos leves ao monta-los

Que, no fim, somos iguais

Nesta Tua criatura,

Gota d'água nas lonjuras

Das coxilhas siderais.

 

Obrigado, de antemão,

Pela força no repecho...

E que, hoje, o nosso trecho

Seja de grama ou areia.

 

Protege-nos de peleias

E nos dá acostamento.

 

Livra o perigo a contento

E faz com que passe reto.

Que o chapéu seja um bom teto

E, o poncho, meio sustento.

 

Aos companheiros do apoio

Estende a tua benção

E aponta com a tua mão

O nosso melhor caminho

Que uma sanga e um matinho

Nunca nos faltem por diante.

 

Seja o ô-de-casa o bastante

Pra conseguirmos o pouso

Que nos garanta o repouso

Do qual precisa o viajante.

No mais, pedimos saúde

Que ela nunca é demais

Para homens e animais

Vencerem esta jornada.

 

E que esta cavalgada

De xirus simples, sem luxo,

Perpetue o debuxo

Deste povo cavaleiro

Que mostra pra o mundo inteiro

Que um gaúcho é sempre gaúcho.

 

Amém.

56 anos do Município de Alvorada

Minha Alvorada cidade e sorriso És  um paraíso pra quem mora aqui Só quem não conhece a minha terra amada Tem a língua afiada pra fala...