quinta-feira, 12 de agosto de 2021

ACAMPAMENTO FARROUPILHA 2021



Assim se fez o gaúcho, lutando pelo que acredita, vivendo e revivendo a tradição, enquanto muitos festas e bares abriram, nós gaúchos também lutaremos pelo nosso direito de comemorar aquilo que pra nós e o motivo de maior orgulho,  nossos festejos Farroupilha.

 Gostaria de agradecer aos 6 CTGs e 23 pqts que estarão conosco nessa luta, não somente pela tradição mas também pela vontade de fazer mais um ano um belo acampamento, dentro da normalidade que vivemos, dentro de todos os protocolos sanitários, tenho certeza que juntos venceremos mais essa.

Obrigado a todos!!!!


Em breve mais informações sobre o acampamento 


Subcoordenadoria de Alvorada



 

CULINÁRIA - Bolas de Berlim.



Buenas gauchada!

Hoje seguindo a herança da confeitaria portuguesa vamos aprender a receita de Bolas de Berlim muito parecido com o clássico brasileiro: sonho!

 

INGREDIENTES

500 gr de farinha de trigo

30 gr de fermento biológico fresco

200 ml de leite

2 unidades de gema de ovo

80 gr de manteiga

1 pitada de sal

1 colher (chá) de raspas de limão

1 xícara (chá) de açúcar (chávena).

 

MODO DE PREPARO

1- Desfaça o fermento de padeiro com um pouco de leite e 1 colher (sopa) de açúcar;

2.Então, misture muito  bem e deixe descansar na temperatura ambiente por cerca de 30 minutos;

3-. Peneire a farinha em um recipiente; fazendo  um buraco no meio adicione  a mistura do fermento que tinha ficado a levedar;

4- Depois coloque o restante do leite, açúcar, manteiga, gemas, sal e raspas de limão;

5-  Amasse bem até que a massa possa se soltar  das mãos e das laterais do recipiente;

6-  Deixe descansar  novamente por cerca de 30-40 minutos;

7-  Depois abra a massa numa bancada enfarinhada com o rolo da massa de forma com que fique  cerca de 2 cm de altura e corte rodelas com cerca de 8 cm de diâmetro;

 

8-. Deixe descansar mais um pouco, e depois está na hora de fritar, em óleo quente por mais ou menos 10 minutos;

9-  Tire o excesso de olhi e então  polvilhe com açúcar enquanto ainda estão quentes;

 

Se desejar pode rechear com algum creme!

 

E resta somente se deliciar!

 

Aproveite!!

 

 

 

 

Antonia Valim / Prenda Mirim Farroupilha

 

FOLCLORE - Agosto mês do Folclore


Conjunto de tradições e manifestações populares, constituído por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes que são passados de geração em geração.

No Brasil, o dia do Folclore é celebrado no dia 22 de agosto.

 

A palavra tem origem no inglês, em que “folklore” significa sabedoria popular.

O dia 22 de agosto se refere à primeira vez em que a palavra folclore foi utilizada para fazer referência aos costumes de um povo, aconteceu em 1846, quando o folclorista britânico William John Thoms (1803-1885) uniu as palavras, Folk que significa “povo”, e lore, que significa “conhecimento.

A palavra proposta não foi adotada logo de imediato, só se popularizou quando surgiu a Sociedade de Folclore em Londres, no final do século XIX.

A data foi instituída no Brasil em 1965 através do Decreto nº 56.747.

O folclore é o conjunto de expressões e manifestações culturais que simboliza a cultura popular e apresenta grande importância na identidade de um povo, de uma nação. A tradição folclórica é transmitida através das gerações.

O folclore é o produto da cultura de um país e cada país tem elementos únicos de folclore.

O folclore brasileiro, portanto, é a cultura de nosso povo e não há mais nacional que ele, pois é precisamente o conjunto das tradições culturais dos conhecimentos, crenças, costumes, danças, canções e lendas dos brasileiros de norte a sul.

Formada pela mistura de elementos indígenas, portugueses e africanos, a cultura popular brasileira é riquíssima.

Em sentido figurado, a palavra “folclore” é usada com o significado pejorativo de “mentira ou invenção”, designando algo fantasioso. Por exemplo, nossas lendas estão repletas de criaturas misteriosas e sobrenaturais.

No Brasil, os principais folcloristas e estudiosos sobre o tema são, Renato Almeida (1895-1981), Mario de Andrade (1893-1945) e Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).

Foram esses folcloristas que, no século XX, ampliaram o conceito de folclore e de cultura popular no Brasil. Eles deram ênfase as áreas da etnografia, etnologia e antropologia cultural, em detrimento da visão europeia.

Em 1947 foi criada a Comissão Brasileira de Folclore e, foi realizado o 1º Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, onde foi aprovado um documento chamado de Carta do Folclore Brasileiro.

Nesta carta, assinalava o conceito de Fato Folclórico.

“Constitui o fato folclórico a maneira de pensar, sentir e agir de um povo, preservada pela tradição popular e pela imitação, e que não seja diretamente influenciada pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam, ou à renovação e conservação do patrimônio cientifico humano, ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica”.

 

Em 1995, no VIII Congresso Brasileiro do Folclore, realizado em  Salvador, estudiosos reformularam o conceito de folclore.



“O folclore é o conjunto de criações culturais de uma comunidade, baseado nas suas tradições expressas individuais ou coletivamente, representativo de sua identidade social. Constituem-se fatores de identificação da manifestação folclórica: aceitação coletiva, tradicionalidade, dinamicidade, funcionalidade”.

 

O folclore une, principalmente:

*Costumes e valores locais,

*Tradição oral e histórias contadas-lendas,

*Crenças e superstições.

As superstições existem desde que o mundo é mundo, e as crendices resistem até hoje, mesmo sem comprovação de que realmente funcionem.

Para o folclore, crendice é toda aquela crença em coisas que a lógica não explica.

Já a superstição é

 Essa  mesma crença envolvendo o medo de consequências.



Por exemplo:

Virar a vassoura atrás da porta para a visita ir embora é uma crendice.

Já acreditar que o gato preto dá azar, é superstição, já que envolve o medo de ter má sorte.

A UNESCO é uma organização internacional que tenta salvaguardar o patrimônio cultural e sensibilizar o povo para a importância da herança folclórica e necessidade de preservação da cultura popular.

 



Pesquisa de:

 Sandra Ferreira / 1 chinoca do CTG Sentinelas do Pago.

 


 

A Lenda do Pequi.



O fruto do amor de Tainá-Racan e Maluá.

 

Conta essa lenda indígena, que Tainá-Racan era uma linda índia, tinha os olhos cor de noite estrelada e seus cabelos eram como fios de seda negra.

Um jovem e formoso guerreiro de uma tribo vizinha, Maluá, assim que a viu, sentiu o coração saltando do peito, pensou: “Ela é linda como a estrela da manhã, hei de amá-la enquanto durar minha vida!”

Pouco tempo depois estavam casados.

A vida deles era bela e alegre como o ipê florido. Todas as manhãs, Maluá saía para caçar e pescar, enquanto Tainá-Racan sentava-se na porta de sua oca, tecendo colares e esteiras.

 


Ao seu lado, sempre se deitava um jacaré lhe fazendo companhia.

O tempo foi passando... caíram as folhas e flores, os cajueiros arcaram de fartura e beleza, seus galhos com frutos vermelhos. As castanhas escondiam-se no seio da terra boa. As cigarras enchiam as matas com sua forte sinfonia.


Após três anos de casamento, numa noite bonita, deitados numa pedra grande á beira do rio Calmo, Maluá encostou a cabeça no peito de Tainá-Racan e apertou-a com ternura.

-Está triste, amado meu?

-Sim. Voçê sabe que estou triste e você também está. Nossa dor é a mesma.

-Onde está nosso filho, que Canaxiué não quer mandar? – disse Tainá-Racan.

Dois pequeninos rios de lágrimas deslizaram pelas faces rosadas de Tainá-Racan.

Um vento forte fez balançar as árvores e arrepiou as águas do rio. Uma nuvem escura cobriu a lua. Trovões reboaram ao longe.

-Maluá, abraçou Tainá-Racan...

Nosso filho vira, sim. Cananxiué também o quer – disse ele.


Luas depois, quando os ipês voltaram a florir, numa madrugada alegre, nasceu Uadi, o Arco-Íris. Era lindo, gordinho, tinha os olhos cor de noite estrelada, como os da mãe, e era forte como o pai, logo se destacou pela sua inteligência e força.

Mas havia nele algo diferente, que espantou o pai, a mãe, a tribo inteira.

Uadi, tinha os cabelos dourados como as flores do ipê amarelo.

Ainda assim, Maluá recebeu o nascimento do filho com alegria. E, para explicar a sua diferença, espalhou pela tribo que Uadi era filho de Cananxiué.

Mas os próprios índios de sua tribo, zombavam-no, dizendo que Uadi era filho do jacaré.


Um dia, soam os gritos de guerra e Maluá foi chamado para lutar, quando foi se despedir de Uadi, este lhe comunica que também partiria em breve, pois ia morar no céu, o guerreiro estremeceu, apertou o menino em seus braços com força, e falou: “o que é isso filhinho, você não vai a lugar nenhum, sua casa é aqui na terra.” Enquanto falava, uma arara vermelha pousou na árvore e gritou vim buscar meu filho! O agarrou e levou pelos ares. Era Cananxiué que veio buscar o menino.

Devolve meu filho!!! O grito de Maluá ecoou pela mata, ferindo de dor o silencio. Tainá-Racan se desesperou e chorou três dias e três noites. O jacaré seu amigo, veio da mata ao escutar seus gritos de dor, ficava dia e noite tomando conta dela.

O jacaré, entristecido, pediu ao Deus que devolvesse o menino. Cananxiué declarou que era possível, dizendo: das suas lágrimas nascerá uma árvore copada, ela dará flores cheirosas, nascerão frutos, dentro da casca verde, os frutos serão dourados como os cabelos de Uadi. Mas a semente será cheia de espinhos, como os espinhos da dor de seu coração de mãe. Seu aroma será tão tentador e inesquecível, aquele que provar, jamais o esquecerá.


Tainá-Racan, pergunta: Meu Deus, e como se chamará esse fruto, cujo coração são os espinhos de minha dor, cuja cor, são dos cabelos de Uadi e cujo o aroma é inesquecível como o cheiro desta mata?

Chamar-se-á Tamauó, os índios do Xingu, conhecem como akain, e os homens, do Norte, Nordeste e Centro-Oeste chamam de Pequizeiro, e seu fruto Pequi.

Tainá-Racan e Maluá foram abençoados com mais filhos, e a cada filho que nascia, plantavam mais um pequizeiro, e eles tiveram muitos filhos, e viveram felizes para sempre.

 



Pesquisa de:

 Sandra Ferreira/ 1 chinoca do CTG Sentinelas do Pago.







POESIA- Poesia: Ecos do Vento

 


Autor: Iberê Machado

 

Os ventos que rezam na pampa

são ventos das fontes mais virgens,

que passam ao longo dos campos,

batendo nas portas dos ranchos

- os templos das nossas origens.

 

São ventos que trazem recados

das lutas de gentes paisanas:

queriam a terra mais livre,

não como a pampa que vive,

debaixo de botas tiranas.

 

Os ventos que rezam na pampa

nos trazem recuerdos amargos:

não temos bandeiras nem mastros

e já se apagam os rastros

da nossa infância nos pagos.

 

Aquilo que avós conquistaram

nos tempos das sendas mais brutas

são ecos das guerras da História

que fogem da nossa memória,

gaúchos que tombam sem luta.

Toda a conquista de séculos

das lutas dos nossos avós,

perdemos no caos desses anos

nas patas de maulas tiranos

que lutam aqui, contra nós.

 

Da nossa infância, somente,

restam lembranças perdidas.

E os ventos as trazem num grito

que em vão sacode o infinito

das nossas ânsias dormidas.

 

 

Antonia Valim – Prenda Mirim Farroupilha


Palestra- Bicentenário de Anita com Elma Sant’ana



No dia 06 de Agosto a noite teve uma Palestra com a Sra Elma Sant'Ana Presidente do Bicentenário de Anita sobre o Tema dos Festejos da Semana Farroupilha de 2021. o Evento foi organizado pelo Departamento Cultural da  Subcoordenadoria de Alvorada em parceria com o Ctg Amanhecer na Querência.

Foi uma noite de conhecimento com a real história de Anita Garibaldi contada por essa Grande Historiadora e escritora Ela Sant’ana.

Agradecemos a Sra. Elma por aceitar nosso convite e aos Ctgs que se fizeram presentes.


Agora confira algumas fotos do encontro Cultural
















Registros : Ogando Tradicionalista


 

domingo, 8 de agosto de 2021

FELIZ DIA DOS PAIS !



PAI, 3 LETRAS APENAS


São três letras apenas

As desse nome bendito:

Também o céu tem três letras

E nele cabe o amor infinito

Para louvar o Nosso Pai

Todo bem que se disser

Nunca há de ser tão grande

 


Como o bem que ele nos quer

Palavra tão pequenina,

Bem sabem os lábios meus

Que és do tamanho do CÉU

E apenas menor que Deus!

Mario Quintana


 

E neste Dia dos Pais nós só devendo agradecer por aquela figura que de alguma forma nos protege e nos faz sentir amado, acolhido, obrigada por todo cuidado e carinho e atenção quando pequenos, ajuda nas tarefas da escola , obrigada pelo pai campeiro que deste pequeno nos mostra as riquezas desta terra, o amor pelo nosso rincão, sendo o melhor companheiro para as campeiradas, obrigada por desde sempre nos ensinar a nos reerguer, nos estendo a mão  para nos levantarmos, muito obrigado por fazer de cada situação um aprendizado que iremos  levar para vida toda, meu exemplo!


E principalmente obrigada por ser aquele que levaremos sempre conosco mesmo que no coração, meu pai!

 Todos os dias cuida de nós, todos os dias nós te amamos, todos os dias é o teu dia ...


O Jornal Farroupilha deseja um Feliz Dia Dos Pais para os mais campeiros deste pago!


Meu Pai 

Autor:  Ivone Boechat


“Gosto de rever

A imagem forte do meu pai

Tremendo o assoalho

Ao caminhar

É doce me lembrar

Como se temia

Quando ele perdia

A abotoadura

O guarda-chuva

A chave de fenda

Hoje é lenda

A figura enigmática

A disciplina dura

A rotina sistemática

O pai não morre

Ele corre na frente

Pra levantar o segredo do véu

E guardar pra gente

O lugar mais estrelado do céu.



Texto: 

Antonia Valim

56 anos do Município de Alvorada

Minha Alvorada cidade e sorriso És  um paraíso pra quem mora aqui Só quem não conhece a minha terra amada Tem a língua afiada pra fala...