quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

MTG oferece galpões para vacinação ao Governo do Estado

 


A presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, Gilda Galeazzi, foi recebida na tarde de sexta-feira, 29 de janeiro, pelo governador do Estado, Eduardo Leite, no Palácio Piratini. Acompanhada do adido cultural César Oliveira e do vice-presidente campeiro Adriano Pacheco, ela ofereceu os galpões de entidades tradicionalistas filiadas para que sejam pontos de vacinação contra a covid-19. No total, são aproximadamente 1700 entidades espalhadas pelo Estado.

Gilda comemorou a boa receptividade do Governo do Estado e reiterou o compromisso do MTG no cumprimento da Carta de Princípios, que em seu primeiro artigo defende a importância de auxiliar o Estado nas suas demandas. “Estamos reforçando o elo entre o Governo do Estado, Municípios e entidades tradicionalistas”, afirmou.

O MTG também anunciou o lançamento de uma campanha para estimular os gaúchos a se vacinarem, que terá como mascote o “Tchê Gotinha”.  O governador Eduardo Leite classificou como muito importante e a mobilização do MTG e defendeu que a causa da saúde não é apenas do Governo, mas de toda a sociedade. Ele também enalteceu o espírito de solidariedade, coletivo e de fraternidade dos tradicionalistas.


                                                       Assista ao Vídeo:                                                                        

https://www.facebook.com/MTGRIOGRANDEDOSUL/videos/216146070186531


Jayme Caetano Braun – Biografia


Jayme Caetano Braun nasceu na Timbaúva (30 de janeiro de 1924 - 8 de julho de 1999) na época distrito de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões no Rio Grande do Sul. 


Hoje considerado um ícone da música tradicionalista gaúcha, seu nome batiza ruas, praças e principalmente CTGs no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil. É considerado o patrono do Movimento Pajadoril no Brasil.

Jayme se tornou um autodidata principalmente nos assuntos da cultura sulina e remédios caseiros, e afirmava que "todo missioneiro tem a obrigação de ser um curador".


Foi membro e co-fundador da Academia Nativista Estância da Poesia Crioula, no final dos anos 50, na capital gaúcha. Trabalhou publicando poemas em jornais como O Interior e A noticia (de São Luiz Gonzaga), também em programas radiofônicos e como funcionário público no Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado e na Biblioteca Pública do Estado, aposentando-se em 1969.


Algo curioso sobre Jayme é que ele usou de sua pajadas como propagandas de campanha política em palanques de comício, “O Petiço” por exemplo fala de Getúlio Vargas, “O Mouro do Alegrete”, fala de Ruy Ramos, que também ligado ao tradicionalismo, lançou Jayme Caetano Braun como pajador, no 1º Congresso de Tradicionalismo do Rio Grande do Sul, em 1954.

Casou duas vezes, em 1947 com Nilda Jardim, e em 1988 com Aurora de Souza Ramos. Teve três filhos, Marco Antônio e José Raimundo do primeiro casamento, e Cristiano do segundo.

Anos mais tarde participaria das campanhas de Leonel Brizola, João Goulart e Egidio Michaelsen e em 1962 concorreria a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pelo PTB, ficando como suplente. 


Em 8 de Julho de 1999 todos tiveram que lidar com a grande perda deste Pajador, devido a uma parada cardíaca. Seu corpo foi velado no Palácio Piratini, e enterrado no cemitério João XXIII, em Porto Alegre. Para o dia seguinte estava programado o lançamento de seu último disco: Exitos.

Obras:

José Francisco dos Santos Silveira (Gaúcho que nasceu em Uruguaiana) influenciou muito a carreira de Jayme, pois incentivou o Pajador na produção de suas obras.

Jayme Caetano Braun teve diversas obras, sendo elas: Livros de poesias, Galpão de Estância (1954), De fogão em fogão (1958), Potreiro de Guaxos (1965), Bota de Garrão (1966), Brasil Grande do Sul (1966), Passagens Perdidas (1966) e Pendão Farrapo (1978), alusivo à Revolução Farroupilha. Em 1990 lança Pajador e Troveiro, e seis anos depois a antologia poética 50 Anos de Poesia, sua ultima obra escrita.

Publicou ainda um dicionário de regionalismos, “Vocabulário Pampeano - Pátria, Fogões e Legendas”, lançado em 1987.

Jayme gravou diversos discos em sua carreira, sendo eles: Payador, Pampa e Guitarra de Noel Guarany (convidado especial) (1974), Payador (1983), A volta do payador (1984), Troncos Missioneiros (juntamente com Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça) (1987), Poemas Gaúchos (1993), Payadas (1993), Paisagens Perdidas (1994), Jayme Caetano Braun (1996), Acervo Gaúcho (1998), Êxitos 1 (1999), Êxitos 2 (2000), Payada, Memória & Tempo (2006), Payada, Memória & Tempo Vol. 2  e Payada, Memória & Tempo Vol. 3 (2009) que foram resgates do acervo de Jayme.

Entre seus poemas mais declamados pelos poetas regionalistas do país inteiro, destacam-se Bochincho, Tio Anastácio, Amargo, Paraíso Perdido, Payada a Mário Quintana, Payada para o Irmão Negro e Galo de Rinha.

 

 Dia do Pajador

O dia do Pajador, criado por lei em homenagem a Jayme Caetano Braun (nascido em 30 de Janeiro) e a todos os pajadores do nosso Rio Grande do Sul.



Pesquisa de:

Fabiana Thomaz










 

Folclore - Lenda do AHÓ-AHÓ.


O folclore é uma manifestação cultural da sociedade regada a misticismo e histórias que fizeram parte do cotidiano de sua civilização original por muitas gerações. É bastante diversificado e conta com atributos dos povos indígenas, africanos e portugueses.

Sobre a origem da lenda do Ahó-Ahó, se sabe que foi criada por jesuítas que tinham a intenção de cristianizar os índios.

O que diz a lenda:

Ahó-Ahó, ou Ao-Ao, foi um dos sete filhos de Tau e Kerana. Kerana era uma índia e Tau era um espírito maligno. Por terem fugido juntos, Tau e Kerana foram amaldiçoados, por isso quase todos seus filhos tinham forma de um monstro.

O espírito dos montes e montanhas Ahó-Ahó, foi uma criatura monstruosa considerada canibal  por ser meio humano, que aterrorizava as noites das aldeias guaranis. Ele tinha forma de um carneiro, mas tinha chifres e dentes enormes que devoravam qualquer vítima que ele decidisse perseguir.  Sempre andavam em bando e comunicavam-se entre si emitindo gritos que produziam o som “ao aó aó”, buscando os desavisados que andavam longe das reduções mantidas pela Companhia de Jesus.

A única forma de se salvar, era encontrar uma palmeira e subir o mais alto que conseguisse. Segundo a lenda, esta era a única espécie de árvore que a criatura considerava sagrada por fornecer as palmas, usadas no domingo de Ramos, por isso desistia da caça e saía em busca de outra refeição.

Mas se a vítima tentasse correr ou subir em qualquer outra árvore, o Ahó-Ahó a perseguia e começava a uivar sem parar até a encontrar novamente, e cavava todo solo ao redor da árvore até chegar a sua raiz e a arrancava para devorar sua vítima.

Diz a lenda também, que as garras gigantes do Ahó-Ahó serviam para agarrar crianças que ele devorava. As crianças desobedientes que não respeitavam o horário da sesta ( descanso após o almoço) eram capturadas por um de seus irmãos, o Jaci Jaterê,  que as entregava para o Ahó-Ahó.

Assim, aproveitavam para demonizar a floresta e mostrar que a única salvação vinha de Jesus Cristo.

História da família do Ahó-Ahó.

Os pais de Ahó-Ahó eram figuras centrais da mitologia guarani pertencentes ao folclore das regiões predominantes do Paraguai, do sul e oeste do Brasil e do norte da Argentina, onde se situava os povos guaranis.

Na história, Tau foi amaldiçoado pela deusa Arasy, deusa da Lua, e fugiu com Kerana, a filha de Marangatú, conhecido por ser um líder benevolente e generoso, segundo filho de Ruoave, o pai do povo, criado por Tupã, o Deus supremo.

Tau era um espírito que assumia várias formas para conquistar o amor de Kerena, mas não conseguiu, ele a capturou, fez dela sua mulher e assim tiveram sete filhos:

* Teju Jagua, o espírito das cavernas e das frutas que tinha forma de uma Hidra, mas com corpo de lagarto e sete cabeças de cachorro.

*  Mboi Tu’i, o espírito das águas e dos seres aquáticos que tinha forma de uma serpente enorme com cabeça e patas de papagaio.

* Moñai, o espírito dos campos abertos, também com forma de serpente mas possuía chifres que pareciam antenas.

* Jaci Jaterê, o único que não se parece com monstro, conhecido como o espírito da sesta.

* Kurupi, o espírito da sexualidade e fertilidade, que atormentava as vida de índios e animais em noites de lua cheia.

* Ahó-Ahó, uma criatura monstruosa em forma de ovelha com chifres enormes, que devorava pessoas.

* Luison, o espírito da morte, que em noites de lua cheia assumia a forma de um lobisomem com características de homem, porco, cachorro e macaco.

                      “O importante das lendas é evidenciar a contribuição histórica dessa      manifestações folclóricas, sobre a cultura Brasileira.” 




Pesquisa feita por:

Sandra Ferreira - 1º chinoca do CTG Sentinelas do Pago.




 

Culinária – Capeletti ( parte 2)

 


Esse delicioso prato de origem italiana que se espalhou pelo mundo e conquistou corações pelo seu sabor e história acabou se tornando muito popular e então sofreu algumas adaptações, vamos conhecer mais uma receita de Capellet?

Capeletti de Frango!


INGREDIENTES

400 g de capeletti de frango

1/2 kg de peito de frango temperado cozido e desfiado

1/2 cebola ralada

1 tomate picadinho sm pele e sem sementes

175 g de creme de leite

375 g de extrato de tomate

1 colherzinha de açúcar ou 1 colher de sopa rasa de catchup

1 caldo de galinha

2 colheres de sopa de marteiga ou margarina

Queijo parmesão ralado para povilhar.


MODO DE PREPARO

1-Cozinhe o capeletti em água fervente com sal e óleo por 8 minutos, ou até ficar ao seu gosto.

2-Escorra e reserve.

3-Em uma panela doure na manteiga a cebola, o tomate, o peito de frango já cozido e desfiado e o caldo de galinha.

4-Acrescente então o extrato de tomate e a colher rasa de catchup ou de açúcar.

5-Acrescente também o creme de leite e deixe o molho encorpar por 15 minutos.

6-Desligue o fogo e misture o capeletti com esse molho e sirva com queijo parmesão ralado.

7-E prontinho, esta receita demora em média 25 minutos e tem um rendimento de 4 porções!


BOA REFEIÇÃO!


Pesquisa de : 

Antonia valim - Prenda Farroupilha Mirim 


Contos Gauchescos – Jogo do Osso

Por: João Simoes Lopes Neto

Estavam jogando osso, na vendola do Arranhão, Osoro e Chico Ruivo. Chico Ruivo já tinha perdido quase tudo, cada jogada era culo certo. Depois de já ter perdido demais ele disse a Osoro:

-Jogo o teu ruano(cavalo) contra as duas tambeiras da Lalica.

-É pouco Chico!... Ainda se fosse a dona!...

Chico  aceitou e perdeu o jogo. Deveria agora entregar Lalica a Osoro.Disse para a piguancha o que havia acontecido, ela ficou muito brava e foi dançar com Osoro que não aguentou a tentação e tascou-lhe um beijo na frente de todos, inclusive de Chico Ruivo. Chico pegou o facão e ao mesmo tempo varou os dois corações doas dançarinos até  que seus corpos bateram na parede, sempre abraçados.Chico foi até o ruano do Osoro, montou-o, e para o monte de gente que gritava:

-Matou!Foi o Chico Ruivo!...Amarra!Cerca!...

Ele respondeu:

-Siga o baile!...

 

PERSONAGENS PRINCIPAIS:  Arranhão, Osoro, Chico Ruivo e Lalica.

 

 

Pesquisa de:

Fabiana Thomaz                    

 

Exercícios – Cruzadinhas sobre Culinária

 


1-Prato especial da culinária gaúcha. É um ensopado e pirão de farinha de mandioca com espinhaço de ovelha.

2-Na Espanha  ---------------------- é uma panela(de barro, ferro ou alumínio) onde se faz uma caldeirada. No RS ,  ------------------ é um sopão com vegetais e carne de peito, sem tutano e pirão.

3-O gaúcho prepara seus pratos a partir de quatro animais. Um deles é a  ------------------

4-Muitos são os alimentos tradicionais dos alemães,  -------------------------- são um tipo de alimentos característicos da cozinha Rio- Grandense.

5-Este parto é um ensopado, e é feito com pedaços de charque da manta da barrigueira.

6- --------------------- é o mesmo que Cadela-Oveira, mas da fronteira oeste.

7--É um sopão com vegetais, osso com carne e com tutano grosso.

8-A cozinha do Rio Grande do Sul é a mais  ----------------------- e   ---------------------- do  mundo.

9-É um prato feito com galinha e que foi inventado pelos italianos durante a II guerra mundial. Faz parte da cozinha ítalo-gaúcha.

 

BOA SORTE !!!

Se acertar todas você é pra lá de sabido

 

Respostas estarão na próxima edição do Jornal Farroupilha Online Alvorada

 


Poesia – Petiço Piá


Autor:  João Batista de Oliveira Gomes

                                                                              

Na fazenda São José

Onde uns dias eu passei,

Pois lhe digo que gostei

E não esqueço jamais,

Daqueles lindos animais

Um petiço que eu montei.

 

 

Era um petiço retaco

Bem lindo de admirar,

E tinha o nome de Piá

Por ser lindo encilhei,

Mas nunca que eu pensei

Que ele ia me derrubar.

 

 

Numa segunda cedito

Cheguei as garras no lombo,

Deste petiço eu não zombo

Montei e saí faceiro,

Me falou o companheiro

Cuidado o primeiro tombo.

Lá se fomos campo a fora

Pra invernada do capão,

Só pra ver a criação

Por andar bem a cavalo,

Ao saltar sobre um valo

Bati de lombo no chão.

 

 

O tombo foi engraçado

Quando lembro pego a rir,

Eu mesmo não percebi

Quando a cincha afrouxou,

De repente o arreio virou

E foi por isso que caí.

 

                                                                                           

Deu um salto, estive em pá

Pois nessa lida sou novo,

Sou piazito sem retovo

E gosto de um rebuliço,

Finquei as garras no petiço

Saí a cavalo de novo.


 

56 anos do Município de Alvorada

Minha Alvorada cidade e sorriso És  um paraíso pra quem mora aqui Só quem não conhece a minha terra amada Tem a língua afiada pra fala...