quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Adelante Confraria Poética

 


Jornal Farroupilha:  O que é o Adelante Confraria Poética ?

Rosana Araujo:  O Adelante é um projeto cultural que leva a arte declamatória aos amantes da poesia . Neste projeto realizamos palestras, bate papos, oficinas, tudo relacionado a poesia e a declamação.

Jornal Farroupilha:  Como surgiu a ideia de fazer o Adelante Confraria Poética?

Rosana Araujo:   A ideia inicial surgiu do nosso grande amigo e idealizador do projeto Francis Saldanha. Ele pensou em termos encontros semanais para trocar ideia sobre a declamação, para declamarmos, tirar dúvidas. Isto tudo sem custo.

Jornal Farroupilha:  Quem pode participar?     

Rosana Araujo:   O Adelante Confraria Poética está a disposição de todas as pessoas que tenham interesse ou até mesmo curiosidades pela poesia. Tanto as pessoas, independente de sua entidade podem participar de nossos encontros, como também, muitas vezes nos solicitam para uma oficina ou um encontro para esclarecer dúvidas em suas entidades. Então realizamos esses encontros itinerantes levando a poesia aos que assim como nós, apreciam esta arte.

Jornal Farroupilha:  Existe algum critério de avaliação?

Rosana Araujo:   O Adelante é aberto a todas as pessoas e entidades tradicionalista.

 

Jornal Farroupilha : Como você se sentiu ao realizar um concurso de poesia no acampamento Farroupilha em 2019 que levou o nome de Adelante do Verso  Albeni Carmo de Oliveira?

Rosana Araujo:  Foi inexplicável a emoção que sentimos por ter visto um projeto sendo colocado em prática. Esse projeto não foi meu. Foi idealizado por quatro pessoas: Francis Saldanha, Fernando Araujo, Júlio César Meingardt e Rosana Araujo.

Não imaginávamos a proporção que teria este evento. Mobilizamos declamadores  de diferentes regiões tradicionalista. Assim Alvorada teve sua marca registrada através do Adelante.

É claro que tivemos o apoio do CTG Bento Gonçalves da Silva e da subcoordenadoria de Alvorada. Sem este apoio não teria sido possível realizar este grandioso evento.

 

Entrevista Feita por:

Milena Gomes / Prenda Juvenil Farroupilha de Alvorada

Ronda Crioula Ctg Amanhecer na Querência

 



No dia 16/09/2020, às 20hs, iniciou talvez uma das mais difíceis rondas para serem realizadas, na história deste galpão. Por diversos motivos, uma peste braba que tomou conta do nosso rio grande e do mundo a fora, perdas de entes queridos dentro desta entidade, mas que com todas as dificuldades, o amor pelo Nosso Rio Grande, foi mais forte, e jamais deixaríamos passar em branco uma semana tão nobre para nós Gaúchos, tradicionalistas, e como a chama crioula, tão conhecida por este chão, que por onde passa, causa burburinhos, a nossa chama JAMAIS apagaria, então assim, fizemos com todo o carinho e cuidado, Nossa tão esperada, Ronda Crioula.

Inicia-se as atividades com a chegada da Chama às 20hs30min. em nosso querido CTG Amanhecer na Querência, conduzida pelos Cavaleiros do Piquete Lenço Colorado de Alvorada, e sendo recepcionada e vislumbrada por um público bem reduzido, em razão das restrições da pandemia, mas que ali era o bastante para honrar a Chama crioula e guardá-la.

Logo após, é entregue a Chama para a Patroa Shirley, junto de Seu Marido e Capataz, Silvio e seu Pai e Tesoureiro da atual patronagem, senhor Walter.

Após a recepção da chama, cantamos na própria voz, sem instrumentos musicais, som mecânico, o nosso Hino do Rio grande do Sul.

A breve cerimônia de abertura deu início com a realização de alguns avisos pelo Diretor Cultural do CTG Amanhecer na querência, Rafael Martins, sobre o distanciamento, uso de máscaras e a disponibilidade de máscaras gratuitas no bolicho, utilização de álcool Gel e os locais que estavam disponíveis. 

Após, algumas palavras das autoridades locais, Senhor Jair, Subcoordenador de Alvorada e a Senhorita Martha Guedes, Subcoordenadora Cultural de Alvorada, Patroa Shirley, e outros.

Em seguida, tivemos uma amostra cultural Onde tivemos uma breve entrevista com o Senhor Walter e sua Esposa Isabel, ambos Uruguaios, falando sobre sua chegada no Brasil e no RS, indo de encontro com o Nosso Tema dos Festejos Farroupilhas 2020, GAÚCHO SEM FRONTEIRA, assim, contaram como conheceram o tradicionalismo e sobre a grande importância que tiverem e possuem até hoje, com a Elaboração do regulamento do Jogo de Solo no Rio Grande do Sul, Sendo UM dos três únicos jogos de carta Reconhecimento Pelo MTG. 

 


Senhor Walter e sua Esposa Isabel.

Tivemos na mesma Noite, uma amostra culinária pelo Senhor Paulo, realizando um Carreteiro de Charque bem campeiro para ser servido depois.

E por fim, e não menos importante, PRESTAMOS UMA SINGELA HOMENAGEM A UM GRANDE INTEGRANTE DO TRADICIONALISMO EM ALVORADA E PRINCIPALMENTE NO CTG AMANHECER NA QUERÊNCIA.

Algumas palavras de conforto e agradecimentos para o Senhor ALEX LIMA, pessoa honesta, de família, que tinha como espelho seu Pai, Grande Alex Lima, saiba que a tua pessoa faz uma falta dentro do nosso Galpão, e que todos os momentos de alegria e felicidade, sua disposição e engajamento na semana Farroupilha, e no decorrer do ano, JAMAIS serão esquecidas, DESCANSE EM PAZ, INTRUTOR, PROFESSOR, PAI DE FAMÍLIA,

ALEX LIMA, cuide de nós ai de cima.

e finalizando a solenidade, com uma música. 








Material envidado por:
Rafael Santos Martins /  Diretor Cultural Ctg Amanhecer na Querência





Entrevista com Lucas Oliveira / Tema anual MTG 2020

 


Jornal Farroupilha: Como entrou para o meio tradicionalista?

Lucas Oliveira:  Estou no tradicionalismo há mais de 20 anos, iniciei através de uma invernada de escola e mais tarde participando de uma invernada do CTG Carreteiros da Saudade da cidade de Pantano Grande – 5ª Região Tradicionalista, inclusive a Entidade que participo até hoje mesmo residindo em Passo Fundo.

A partir da invernada artística iniciei minha caminhada e participação e inúmeras modalidades e cargos dentro do movimento.

Segue o meu Curriculo abaixo:

Lucas Rafo de Oliveira

33 anos

Natural de Rio Pardo

Iniciou no Tradicionalismo aos 6 anos de idade, no CTG Carreteiros da Saudade, na cidade de Pantano Grande e lá permanece até hoje;

Dançou em Invernada Artística dos 6 até os 24 anos;

Participou de vários Cursos de Formação e de Avaliadores de Concursos de Prendas e Peões, desde 2007;

Declama desde os 14 anos onde já foi campeão e participou de inúmeros rodeios artísticos, inclusive foi finalista do ENART;

Foi Peão Farroupilha da Entidade, município, 5ª Região Tradicionalista e chegou ao Estadual nos anos de 2012 e 2014;

 Avaliador em Cirandas e Entreveros a nível Entidade e Regional;

Autor do Temário anual do MTG em 2014: "Preservando o passado, construindo o futuro."

Realizou inúmeros projetos de cunho cultural e social, junto a entidade, município e região quando ostentava os cargos de Peão Farroupilha.

Diretor Cultural do CTG Carreteiros da Saudade durante 3 anos de 2015 a 2018.

Ingressou na equipe de pesquisa e avaliação de indumentária do Movimento Tradicionalista Gaúcho no ano de 2018 e 2019;

Relator na Convenção Tradicionalista 2019;

Autor do Tema Anual do Movimento Tradicionalista Gaúcho 2020 - `` MTG, Sustentabilidade e as Novas Gerações.´´

Atualmente Diretor de Cultura Interna do MTG;

Dos 6 anos até os dias de hoje, sempre se manteve ativo dentro do Movimento, participando, avaliando ou preparando outros tradicionalistas para participarem de inúmeras categorias, dentre elas declamação e Concursos de Prendas e Peões.

 

Jornal Farrouplha: Como surgiu a ideia do Tema anual:

Lucas Oliveira: A ideia surgiu juntamente com minhas Coautoras Hellen Teixeira ( 1ª Prenda da 5ªRT) e Camilla Schiedeck (1ª Prenda do CTG Carreteiros da Saudade) baseada primeiramente em uma experiencia que tive com o tema quinquenal quando eu era Peão Regional sobre o meio ambiente que resultou em ações positivas e efetivas e ainda o tema justifica seus objetivos principais nas teses: O Sentido e o Valor do Tradicionalismo de Barbosa Lessa, O Sentido e o Alcance Social do Tradicionalismo de Jarbas Lima e no Documento Norteador do Movimento Tradicionalista Gaúcho a Carta de Princípios.

Pois vivemos um momento no mundo, não somente em nosso estado, onde a sociedade e o meio ambiente pedem socorro. A transformação do meio em que vivemos aconteceu tão rapidamente e de forma tão inconsequente que hoje nos deparamos com grandes catástrofes. Podemos ver todos os dias nas redes sociais e na televisão: desmatamento, poluição, suicídios, violência, uma bola de neve de acontecimentos trágicos que só cresce. Foi a partir desse ponto, pensando em nossa sociedade e em seu futuro, e se balizando em nossas Teses e nossa Carta de Princípios que idealizei esse tema, pois nós, enquanto Movimento, não podemos alienarmo-nos para tudo que acontece porta afora de nossas entidades, acredito que o tradicionalismo vai além das danças, concursos de prendas e peões, rodeios e as vivências campeiras! Acredito que podemos fazer a diferença, principiar as mudanças que alterarão o quadro de nossa sociedade e o ambiente em que vivemos.

O projeto se intitula “ MTG, sustentabilidade e as novas Gerações ”, pois o objetivo do mesmo é ensejar mudanças que serão de proveito de todos, já que sustentabilidade e conscientização abarcam alterações positivas que serão sentidas por toda a coletividade. Foi inspirado no documento “O Nosso Futuro Comum” (Relatório Brundtland), publicado em 1987 pela ONU e considerado de fundamental importância na inclusão desse tema como objetivo a ser alcançado mundialmente, dentro do mesmo título ainda ressaltei, nosso maior alvo, futuras gerações, nossas crianças e jovens, já que serão eles os principais construtores desse novo futuro e a população mais prejudicada caso essas mudanças não ocorram. Temos que enxergar que o que fazemos hoje, se prejudicial ou bom, traz consequências não somente para nossas vidas, mas principalmente influencia e talvez até determine o modo como nossos filhos e netos vão viver. Que mundo estamos deixando para eles? Basta assistirmos aos noticiários, observamos as recentes catástrofes climáticas ocorrendo por todo o globo e a violência disseminada para compreendermos que não temos feito um trabalho satisfatório na construção do amanhã.

 

Jornal Farroupilha : O que você acha que tema trás de mais importante?

Lucas Oliveira: Eu não saberia destacar o que seria mais importante, pois acredito que tudo que envolve a sustentabilidade é importante e urgente e definitivamente a muito o que ser feito para construirmos o nosso sonhado futuro melhor. O presente projeto não é pretencioso a ponto de objetivar solucionar todos os problemas de nossa sociedade, pretende sim plantar uma pequena semente de esperança para nossas futuras gerações, bem como nos colocar como exemplos de conduta dentro da sociedade em que vivemos, porque afinal o bom líder não lidera somente pela atitude, mas principalmente pelo exemplo.

Contamos com todos os amigos que como eu abraçam essa causa e querem deixar uma marca não somente dentro da entidade, mas no meio em que vivemos. Que a construção de um futuro sustentável comece hoje e que sejamos nós os atores dessa transformação.

 

“O Futuro vem a trote largo, enquanto o hoje já caminha para além do horizonte, não há mais o que esperar...”



Entrevista feita por : 

Antonia Valim / Prenda Mirim Farroupilha de Alvorada



Vida e obra de João Simões Lopes Neto

 



João Simões Lopes Neto (Pelotas, 9 de março de 1865 — Pelotas, 14 de junho de 1916), foi um escritor e empresário sul-rio-grandense e brasileiro. Segundo estudiosos e críticos de literatura, foi o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul, pois procurou em sua produção literária valorizar a história do gaúcho e suas tradições.

Simões Lopes Neto só alcançou a glória literária postumamente, em especial após o lançamento da edição crítica de Contos Gauchescos e Lendas do Sul, em 1949, organizada para a Editora Globo, por Augusto Meyer e com o decisivo apoio do editor Henrique Bertaso e de Érico Veríssimo.

Filho dos pelotenses Capitão Catão Bonifácio Simões Lopes e Teresa de Freitas Ramos, ele era neto paterno do visconde da Graça, João Simões Lopes, e de sua primeira esposa, Eufrásia Gonçalves Vitorino, e neto materno de Manuel José de Freitas Ramos e de Silvana Claudina da Silva. Nasceu em Pelotas, na estância da Graça, propriedade de seu avô paterno, o visconde da Graça. Era membro duma tradicional família pelotense, e possuía ancestrais portugueses, de origem tanto açoriana como continental, tendo ambos os seus antepassados emigrado para o Brasil em busca de melhores condições de vida.

Com treze anos de idade, Simões Lopes Neto foi ao Rio de Janeiro para estudar no famoso Colégio Abílio. Retornando ao Rio Grande do Sul, fixou-se em sua terra natal, Pelotas, uma cidade então rica e próspera pelas mais de cinquenta charqueadas que formavam a base de sua economia.

Apesar de gostar da vida campeira, foi o prazer das palavras que mais atraiu Simões Lopes Neto. Começa a escrever a partir de 1888. Primeiro, no jornal “A Pátria”, atuando depois no “Diário Popular” (no qual escreveu Balas de Estalo, comentários satíricos sobre a sociedade pelotense em forma de versos) e, posteriormente, no Correio Mercantil.

Foi, porém, um homem múltiplo também em seus projetos: envolveu-se em uma série de iniciativas de negócios que incluíram uma fábrica de vidros e uma destilaria, além de uma fábrica de fumos e cigarros. A marca dos produtos recebeu o nome de "Diabo", o que gerou protestos de religiosos e que cunhou o termo "marca-diabo" no linguajar gaúcho. Sua audácia empresarial levou-o também a montar uma firma para torrar e moer café e desenvolver uma fórmula à base de tabaco para combater sarna e carrapatos. Fundou ainda uma mineradora, para explorar prata em Santa Catarina.

                                     No dia 5 de maio de 1892, em Pelotas, Simões Lopes Neto casou-se com Francisca de Paula Meireles Leite, filha de Francisco Meireles Leite e Francisca Josefa Dias. Ele tinha vinte e sete anos de idade e ela, dezenove anos. Não tiveram filhos.

Em 1893, quando eclodiu a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, Simões Lopes Neto alistou-se no 3o. Batalhão da Guarda Nacional.

Entre 15 de outubro e 14 de dezembro de 1893, publica em forma de folhetim, "A Mandinga", poema em prosa, no periódico Correio Mercantil. O texto é apresentado sob o nome de "Serafim Bemol" e em parceria com Sátiro Clemente e D. Salustiano. Entretanto, a existência destes coautores é questionada por historiadores, que consideram os autores uma criação do próprio escritor.

O autor lança mão deste pseudônimo em suas próximas obras em que se lança como dramaturgo: O Boato (1893/1894), Os Bacharéis (1894), Mixórdia (1894/1895), O Bicho (1896), A Viúva Pitorra (versões de 1896 e 1898) e A Fifina (1899).

Já empobrecido e alquebrado pelos fracassos empresariais, o escritor entra na década de 1910 em plena atividade intelectual, escrevendo conferências, dando aulas e viabilizando a publicação de seu primeiro projeto na recolha de folclore, o Cancioneiro Guasca.

Para sobreviver, foi trabalhar como redator remunerado em jornais como Correio  

Mercantil e A Opinião Pública. É quando publica suas obras maiores, em 1912 e 1913.

Neste período, entretanto, sente as primeiras dores provocadas pela úlcera duodenal que viria ser a causa de sua morte, em junho de 1916, aos 51 anos.

OBRAS:

Cancioneiro Guasca (1910);

Contos Gauchescos (1912);

Lendas do Sul (1913);

Casos do Romualdo (1914).







Pesquisa Feita por: 
Fabiana Thomaz 


Sítio Arqueológico de são Miguel Arcanjo

 



É um conjunto de ruínas da antiga redução de São Miguel Arcanjo, integrante dos sete povos das Missões, um dos principais vestígios do período das missões jesuíticas dos Guaranis, fica localizado no município de São Miguel das Missões.

A construção foi edificada no século XVIII, entre 1735 e 1745, a igreja foi projetada pelo padre italiano, Giovanni  Battista Primoll , e construída inteiramente com pedras GRÊS, seu projeto foi inspirado na arquitetura Barroca.

A igreja apresentava uma rica e colorida ornamentação interna, formada por entalhes, pinturas e esculturas com motivos sacros, algumas imagens feitas em arenito.

Em 1828 o monumento foi depredado, durante os saques que ocorreram durante a guerra da cisplatina e dos aventureiros que buscavam o tesouro dos jesuítas,  e retiradas de materiais para uso em outras construções.

Em 1886, os telhados ruíram e o pórtico desabou.

Em 1922, a área foi declarada como lugar histórico.

A recuperação das estruturas começou em 1925, passando por várias intervenções de restauro. E sendo objeto de vários projetos para o fomento do seu legado material e imaterial. Suas ruínas se tornaram uma das imagens mais conhecidas no Rio Grande do Sul, e seu complexo um forte pólo turístico.

Comunidades indígena Guarani  da redondeza, tem o local como sagrado e como parte de sua memória e identidade coletiva.

Em 1938 foi construído em anexo, um museu, “o museu das missões”, que hoje tem o maior acervo estatuário missioneiro, além de outros objetos e imagens sacras feita pelos índios Guaranis , e um dos grandes sinos da igreja.

Pelo seu importante valor histórico,  arquitetônico e cultural, o sitio foi tombado pela IPHAN,  ”instituto do patrimônio histórico e artístico nacional”, em 1938.

E foi declarada patrimônio mundial, pela UNESCO, em 1983.

O portal da cidade é uma homenagem ao povo Guarani, com a frase, 

“ co yui oguereco yara”.

Que significa: “ ESSA TERRA TEM DONO”.
















Pesquisa Feita por : 
Sandra Ferreira / 1º Chinoca Ctg Sentinelas do Pago



Sepé Tiaraju - Folclore

 



Sepé Tiaraju (São Luís Gonzaga, cerca 1723 — São Gabriel, 7 de fevereiro de 1756) foi um guerreiro indígena brasileiro, considerado santo popular e declarado "herói guarani missioneiro rio-grandense" por lei. Chefe indígena dos Sete Povos das Missões, liderou uma rebelião contra o Tratado de Madri.

Sepé é historicamente conhecido por ter resistido aos ataques militares espanhóis e portugueses do período colonial. A região em que estavam localizadas as comunidades indígenas Guaranis pertencentes aos Sete Povos das Missões, que ocupavam uma enorme área que abrangia parte do sul do Brasil e do norte da Argentina, próxima à fronteira com Paraguai, no Sul do Brasil. Os episódios de resistência liderados por Sepé Tiaraju desencadearam novos movimentos de luta indígena após a sua morte, em 07 de fevereiro de 1756, durante uma batalha com os espanhóis. As lutas que levaram Sepé Tiaraju e seu povo à resistência foram desencadeadas pela tentativa de desocupação de territórios dos Sete Povos das Missões, objetivo definido pelo Tratado de Madrid.

A luta liderada pelo guerreiro contou com o apoio de alguns missionários jesuítas, como Padre Altamirano e Padre Balda, que estavam na região com a missão de catequizar os índios à mando da metrópole. O apoio de padres e figuras religiosas é ressaltado nos documentos e obras que relatam a vida de Sepé Tiaraju. Na época, os jesuítas estavam, em sua maioria, contra as lutas indígenas, ao contrário do que acontece com a resistência liderada por Sepé.

A história de Sepé Tiaraju tornou-se tema literário. Entre as obras é considerada a mais importante "Romance dos Sete Povos das Missões", de 1975, de Alcy Cheuiche, que retrata a vida do guerreiro indígena brasileiro, cuja figura permanece na história do povo rio grandense como um ícone heroico que fez parte da formação da identidade e do território do Rio Grande do Sul.

Em 19 de abril de 2006 a cidade de São Luiz Gonzaga, Missões, RS, Brasil, prestou uma homenagem ao líder Sepé Tiaraju inaugurando uma escultura em sua homenagem. E em 08 de dezembro de 2015, através da lei municipal nº 5.550, denominou o prédio sede da Prefeitura de "Paço Municipal Sepé Tiaraju".

Escultura Sepé Tiaraju são Luizense e missioneiro.




Pesquisa de:
 Leticia Pedebos / 1º Prenda Farroupilha de Alvorada






Doce de Abóbora / Culinária

                                 

O especial doce de abóbora conquista os paladares mais exigentes e faz até aqueles mais disciplinados driblarem a dieta.

A abóbora é um fruto de origem americana com grande destaque na alimentação pré-colombiana.

A origem do doce é brasileira, porém 3 estados disputam sua autoria: Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Pode ser apresentada de 3 maneiras diferentes: Como compota, com coco ralado, cravo e canela; em cubinhos mergulhados em calda de especiarias; ou em cubinhos envoltos em açúcar cristal. O que sabemos é que o doce é uma delícia e apesar de ser típico das festas juninas é apreciado o ano inteiro.

Outro formato que também desperta paixões é aquele em formato de coração, que tem uma história bastante peculiar e interessante.

Em formato de coração


Contam os descendentes de Eslovacos  que um rapazinho ruivo e sardento, de pele muito branca, arranjara uma namoradinha. Sabendo que ela gostava muito das compotas da venda do português, o ruivo importado decidira pedir para sua mãe, uma holandesa encorpada e alta para preparar-lhe um doce de abóbora. A dona o fez, mas ficou pastoso e com cara de geleia. O ruivinho, rapagão esperto, inventou de dar susto no doce. Não deu outra: o doce ficou com susto e empedrou. Ele moldou corações, era presente para a namorada. E assim o ruivo presenteou sua pretendente com uma das iguarias mais conhecidas no recôncavo interiorano.

INGREDIENTES

2 quilos de ABÓBORA SECA descascada e limpa (de preferência o pescoço, pois não é tão fibroso)

1,5 quilos de AÇÚCAR CRISTAL

1 colher de sobremesa de CRAVO DA ÍNDIA

2 colheres de sopa de CAL VIRGEM (será usada para deixar as abóboras de molho e formar a casquinha)

MODO DE PREPARO: PARTE 1

1- Corte a abóbora em cubos de 2 a 3 cm. Cubra-os com água e reserve.

2- Ponha a cal em uma lata limpa (de leite em pó ou de pêssego em calda, por exemplo). Em seguida, ferva água suficiente para encher a lata e despeje sobre a cal (a mistura vai borbulhar bastante). Reserve até que esfrie completamente.

3- Depois de fria, despeje a mistura de água e cal nas abóboras submersas.

4- Misture tudo a cada 10 minutos durante 2 horas. Esse processo é essencial para formar a casquinha das abóboras.

5- Escorra toda a água e lave bem os cubos de abóbora.

6- Faça um pequeno furo em cada cubo de modo que ele transpasse até o outro lado.

DICA: Nesta receita, foi utilizado um pedaço de madeira com um prego na ponta. Se você tiver um utensílio de cozinha que seja fino o suficiente, faça uso dele.

MODO DE PREPARO: PARTE 2

1- Em uma panela, cubra os cubos com água e leve ao fogo até ferver. Desligue o fogo quando, ao apertar os cubos, eles estão começando a amolecer.

2- Escorra a água e lave três vezes. Escorra novamente.

3- Junte a abóbora com o dobro de água que você utilizou para a primeira fervura.

4- Adicione metade do açúcar e cozinhe por 2 horas em fogo baixo, mexendo de vez em quando.

5- Deixe descansar por uma noite.

6- No dia seguinte, adicione os cravos e o restante do açúcar e cozinhe por mais ou menos 2 horas.

7- Para saber se o doce está pronto, os cubos devem estar macios por dentro e com a casquinha firme.

DICA 1 : A calda desse doce é um pouco menos densa do que a de figos ou pêssegos em calda.

DICA 2 : Se quiser armazenar o doce em vidros, envase fervendo e em seguida tampe apertando bem para vedar.

DICA 3: A cal virgem pode ser encontrada em lojas de confeitaria e também em lojas de materiais de construção (nesse caso, é difícil encontrar em pacotes pequenos…).

DURAÇÃO:  Vedados, mais de um ano.




Pesquisa de: 
Milena Gomes / Prenda Juvenil Farroupilha de Alvorada




56 anos do Município de Alvorada

Minha Alvorada cidade e sorriso És  um paraíso pra quem mora aqui Só quem não conhece a minha terra amada Tem a língua afiada pra fala...