quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Poesia - Marca de Paz


Autor: Iberê Machado


Garoa guasqueada

Na tarde de agosto.

Os pingos no rosto,

Pé firme no estrivo.

No barro nativo,

O rastro pra trás

É marca de paz

Que anda pra frente

E invida o vivente

A não parar mais.

 

No tranco estradeiro

A boca vai solta.

A crina revolta.

O freio mascado.

Chapéu desabado

Corpeia a garoa.

O ritmo ecoa,

Parceiro dos ventos,

Marcando momentos

No chão encharcado.

 

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